O Dilema do FIRE

Por: Ivan Tonon
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Casal relaxando

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O dilema do FIRE

Durante a busca pela independência, podemos nos tornar ainda mais dependentes, o dilema do fire é acumular patrimônio, sem perder a paz.

A liberdade de tempo e o valor dado às experiências e às relações são as bases fundamentais do FIRE. 

Casal relaxando

Por outro lado, quem acompanha a comunidade sabe que a conversa sobre dinheiro toma muita energia dos aspirantes ao FIRE. 

As mudanças na economia, na estrutura social, na tecnologia, nos levam a um questionamento constante com relação a viabilidade da independência financeira. 

Como equilibrar essas coisas? Como resolver o dilema do FIRE?

Queremos viver com qualidade, poucos bens materiais, em harmonia com as pessoas que gostamos.

Ao mesmo tempo, temos uma preocupação constante com relação à metas financeiras. 

Ou seja, essa preocupação com dinheiro pode consumir a qualidade de vida ao longo do processo de acumulação. 

Ou ainda, pode prejudicar a vida após o período de independência financeira. 

A preocupação com relação a sustentabilidade das finanças, da possível necessidade de retornar para um mercado de trabalho cada vez mais difícil. 

Portanto, a corrida para a independência financeira pode, facilmente, entrar para um território não saudável. 

Os objetivos iniciais de viver novas experiências, valorizar o tempo, o aprendizado e as relações, podem ser prejudicadas pela preocupação com dinheiro. 

Ou seja, exatamente o que estávamos tentando evitar. 

Como escapar desse dilema? 

Abrace a incerteza. 

Você nasceu sem nada e irá morrer sem nada.

Dinheiro pode dar um pouco de liberdade, mas não muita. 

Saúde, amizade, conhecimento e tempo, são fontes maiores de liberdade do que o próprio dinheiro. 

Eu já viajei um pouco durante a minha vida. 

A maior parte das vezes fiquei em Hostels, que além de serem uma opção barata, ainda facilitam muito a interação com pessoas de outras culturas. 

Uma prática comum para os Hostels é receber pessoas dispostas a trabalhar, apenas pelo alojamento e comida. 

Conheci pessoas que ficam anos migrando por diferentes países, trabalhando em hostels, aprendendo línguas, conhecendo pessoas. 

Essas pessoas, normalmente não tem dinheiro nenhum, muitas vezes nem o dinheiro da passagem para retornar. 

Raposa dormindo

Ou seja, alguma coisa acontece com elas, para aceitarem esse nível de vulnerabilidade

Algo que às vezes temos dificuldade em imaginar. 

Porém, fazer isso durante a juventude, aprender novos idiomas e culturas, pode fazer com que se tenha uma visão mais ampla da vida. 

Além disso, esse é um exercício real sobre a possibilidade de viver com pouco. 

Viver dessa forma uma vida toda não é para todos, mas entender a importância de se viver com pouco parece valioso para todas as pessoas. 

Uma pequena história pessoal

Certa vez eu estava na Itália e um amigo que estava vivendo como mochileiro por anos na Europa me convidou para pegar carona com ele. 

Decidi aceitar, saí com pouco dinheiro e algumas roupas sujas na mochila. 

O objetivo era conhecer esse estilo de vida e em algum momento achar uma lavanderia de baixo custo. 

Estávamos perto de Treviso e a primeira parada seria Veneza. 

Passamos bastante frio durante as quase duas horas que esperamos nas margens da rodovia até conseguir a primeira carona. 

Logo na sequência conseguimos uma segunda, que nos deixou bem próximo da estação de Mestre, que é a parte continental logo na frente de Veneza. 

Veneza canal

Tivemos um bom tempo lá. 

Mas, eu decidi radicalizar, juntar os poucos Euros que tinha e seguir para a Eslovênia, mais precisamente Liubiana. 

E assim fui, apenas com o dinheiro para o trem. 

A história poderia ter acabado mal. 

Contudo, achei um hostel barato, pessoas hospitaleiras e conheci um pouco de uma cidade interessante. 

Na hora de voltar, tive que me render.

Pedir o cartão de crédito emprestado de um amigo para comprar a passagem de volta. 

Foi uma pequena aventura, que me ajudou na jornada para o autoconhecimento. 

Ou seja, me ajudou a enfrentar de uma melhor forma o dilema do FIRE.

Consegui compreender um pouco melhor quais pontos eu poderia avançar, sem dinheiro. 

Também descobri que algumas coisas não me deixam confortável. 

Ou seja, tirando a parte de pedir dinheiro emprestado, todo o resto foi bom. 

Comi apenas a comida do café da manhã incluso e não tive problema com isso. 

Andei pela cidade por horas e horas e foi maravilhoso. 

Quanto dinheiro é necessário para viver uma vida simples?

Muito menos do que estamos acostumados. 

Portanto, é preciso ter em mente que não precisamos de muito. 

Devemos nos lembrar diariamente que saúde, conhecimento e relacionamentos são os principais valores. 

Do contrário, corremos o risco de nos lançarmos em uma jornada para a liberdade com os dois pés presos ao motor da roda dos ratos: dinheiro. 

Muito obrigado por ler o post até aqui. 

Nesse post eu falo um pouco sobre estoicismo e movimento FIRE

Deixe seus comentários abaixo. 

Abraço

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